Lideraça, Comunicação, tecnologia, desenvolvimento pessoal, João Palmeira,
Dias corridos, competitivos e cada vez mais exigentes são altamente estressantes. Lidar com as circunstâncias a nossa volta pode ser um tremendo desafio. Equilíbrio deveria ser a palavra de ordem, no entanto, parece utopia. Como lidar com tanta informação e aprender a dizer sim ao que vale a pena? Como colocar energia e dizer não aquilo que sabemos ser irrelevante, mas compete por nossa atenção? Como se sentir bem no trabalho, quando nossa opinião não é levada em conta, quando não há agradecimento ou mesmo quando não há reconhecimento?
Viver em um ambiente tóxico por muito tempo leva a um quadro de estresse. Estresse é qualquer situação que requeira adaptação negativa ou positiva. Requer esforço para se adaptar as condições do novo ambiente.
Bem vindo ao mundo, (muitas vezes injusto), real! Claro que nem toda organização mantém ou aprova uma chefia que cria um ambiente tóxico e que se comporta com tirania. Infelizmente alguns de nós convive com essa infeliz realidade em pleno século XXI, em que melhores praticas de gestão são amplamente difundidas, porém, nem sempre observadas. Quais podem ser as consequências? Alto nível de estresse, desistência não declarada, insatisfação geral, morosidade nos processos, retrabalho, dor emocional e física, agitação, apatia, depressão, em ultima instância Burnout (esgotamento). Recentemente a OMS Organização Mundial de Saúde incluiu a Síndrome de Burnout na CID-11 (Classificação Internacional de Doenças) - no capitulo ?Fatores que influenciam o estado de saúde ou o contato com os serviços de Saúde? - ?Burnout é uma síndrome conceituada como resultado do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso?; portanto, não é considerado uma doença, mas, um quadro de estresse permanente.
O Burnout pode ser identificado, quando ?cumpre? 3 características - Redução da Eficácia que pode ser percebida pelo atraso na entrega, a baixa qualidade e o retrabalho, o Cinismo que pode ser visto pelo descaso em relação ao trabalho e a Exaustão percebido pelo cansaço mental e ou físico.
Uma pesquisa feita pelo Deloitte no Brasil, sugere que as organizações criem uma cultura para que as pessoas tenham um tempo para si. A pesquisa women@work identificou que nos últimos meses 44% das trabalhadoras no modelo híbrido sentem - se mais esgotadas do que no presencial. A pandemia dificultou a ajuda de familiares e babás para apoia-las no cuidado com os filhos. Das 5.000 entrevistadas em 10 países e 500 aqui no Brasil. Aqui 49% responderam que planejam deixar seus empregos. A falta de oportunidade de desenvolvimento e crescimento na empresa foi apontado por (16%), a remuneração inadequada foi apontada por (27%) e Burnout representa 49% dos motivos.
O quadro abaixo demonstra as características de um ambiente e suas possíveis consequências.

Burnout e transtornos mentais não são a mesma coisa.
Mesmo que você acredite se enquadrar em uma das descrições acima, entenda que a intensidade dos sintomas poderão lhe mostrar em qual desses casos sua realidade se enquadra. Há um protocolo pode ajudar a mensurar o Burnout, no entanto, o melhor caminho é consultar um especialista.
Para a identificação correta da síndrome o especialista deve afastar a possibilidade de ser um transtorno de ansiedade (como ansiedade generalizada), de humor (depressão) de adaptação (provocados pela dificuldade de se adaptar a uma nova realidade, seja por doença, desemprego ou morte de alguém). Algumas causas possíveis são:
Como lidar e o que fazer para mudar esses números?
É preciso desenvolver novos comportamentos diante da nova realidade. Empresas precisam se preocupar com o equilíbrio da vida pessoal e profissional de seus colaboradores e definir politicas de enfrentamento e gestão. Programas de desenvolvimento podem ajudar na condução e na prevenção de situações desconfortáveis e estressantes. Abaixo algumas sugestões:
Individualmente precisamos mudar hábitos, criar rituais e rotinas com foco em equilibrar nossos dias e noites.
1. Procure identificar tarefas criticas todos os dias - logo cedo tenha em mente quais as 3 ou 4 tarefas cruciais daquele dia. Não pense e escreva apenas, visualize e simule os sentimentos de cada uma. Se você conseguir realmente pensar no sucesso proporcionado por cada uma delas, seu subconsciente o ajudará a tornar realidade.
2. Encontre o seu horário de maior energia para ?descascar abacaxis? estabeleça o seu melhor momento, poderá ser na parte da manha, a tarde ou a noite.
3. Trabalhe sua musculatura cerebral - se você não consegue parar e focar por 1 hora no seu trabalho, comece com tempos menores, na primeira semana procure trabalhar com foco por 15 minutos, na segunda semana aumente o tempo para 20 min., gradualmente você chegará ao melhor tempo para entregar seus resultados.
4. Seja disciplinado - troque a frase ?eu deveria?, por ?eu desejo?, ?eu quero?, ?eu vou?, caso o contrario seu cérebro não entendera claramente seu desejo e continua procurando o caminho de menor esforço.
5. Detenha as distrações - você só conseguirá treinar seu cérebro para ser tornar mais focado se evitar distrações. Desligue as notificações de seu celular ou deixe-o pelo necessário para cumprir a tarefa no ?modo avião?, ninguém morrera de raiva por não conseguir falar com você nos próximos 60 min.
6. Pratique a atenção plena - mais do que manter foco, a atenção plena exigirá que você mantenha no presente, seus pensamentos, sentimentos e suas escolhas.
7. Mude seu padrão de comportamento - depois de algum tempo fazendo algo repetidamente o cérebro criará um caminho que não exigirá motivação. Ele já terá reconhecido um padrão e será mais fácil continuar fazendo.
Você reconhece algum padrão de comportamento anti produtivo? Se a resposta for sim, o que fará a respeito? Qual será seu próximo passo? Qual foi a ultima vez, que você fez algo pela primeira vez? Quando você começa algo novo, vai até o fim?
Boa reflexão!