Lideraça, Comunicação, tecnologia, desenvolvimento pessoal, João Palmeira,

Tenho ouvido, nos últimos ano,s alguns nomes para a tal da intuição. Entre eles estão: sexto sentido, inspiração, palpite, instinto etc. De qualquer maneira, todos estes nomes definem aquele sentimento que brota, sem que percebamos e que muitas vezes mostra-nos o caminho a seguir.
A entrevistadora Oprah Winfrey certa vez comentou: ?Muitas vezes a intuição o orientará. Se ela parecer certa, provavelmente estará certa.? Acredito que ela tem razão. Quantas experiências eu tenho tido a oportunidade de ouvir a respeito da intuição, principalmente a feminina, que mostram esta verdade. É certo que não é um privilégio feminino apenas, nós, homens, também a possuímos, mas acho que talvez não tenhamos a mesma sensibilidade para entendê-la quando se manifesta.
Para que esta intuição se manifeste é preciso criar o meio apropriado para que ela se apresente. Certa vez disse Einstein: ?Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio ? e eis que a verdade se me revela?. Ouvir é uma habilidade que poucas pessoas desenvolvem com excelência. Aos 19 anos quando sai para fazer um trabalho voluntário, ouvi o seguinte conselho de minha mãe: ? ?Você vai sair para ensinar, mas esteja pronto a ouvir, pois as pessoas ai fora precisam ser ouvidas?. Eu sai para ensinar, mas ao procurar ouvir, fui eu quem mais aprendi e, naqueles momentos, senti o coração das pessoas, pronto para ouvir o que eu tinha a dizer. Devemos ouvir os outros e também nossa voz interior, nela podemos encontrar muitas respostas que procuramos.
No ambiente de trabalho, onde a balburdia se faz presente, é muito difícil encontrar tempo para ouvir a voz do silêncio. Mas, isso não deve ser desculpa para não procurar encontrá-la. Como escreveu Shakti Gawain: ?Aprender a confiar em nossa intuição é uma forma de arte e, como todas as outras formas de arte, é preciso praticar para atingir a perfeição.? Parece-me que todas as coisas ao nosso redor, de alguma maneira estão conectadas e, ao buscar essa conexão, desenvolvemos a capacidade de identificar e seguir esta orientação sublime.
O escritor Stephen Covey compara esse ?instinto? a uma bússola interna e nos ensina que muitas vezes poderemos estar diante de um terreno a nossa frente, sem sabermos com clareza a que direção seguir. Neste momento, a nossa bússola interna nos dirá a direção.
Você procura escutar sua voz interior?
Qual foi a última vez que você seguiu sua intuição?
O que fez quando sua bússola interna lhe dizia para fazer algo que sua razão questionava?
Boa reflexão!