Lideraça, Comunicação, tecnologia, desenvolvimento pessoal, João Palmeira,
Um Olhar Humanizado e Integrado
Realização, equilíbrio, bem estar, traduzido na palavra sucesso, são um conjunto de situações e sentimentos ao longo do tempo.
A imagem abaixo, propõe uma reflexão poderosa sobre o conceito de sucesso, comparando duas visões distintas: a forma tradicional como somos ensinados a medir sucesso ? centrada em cargo e salário ? e uma abordagem mais abrangente e humanizada, que considera múltiplos aspectos da vida. Este contraste é essencial para repensarmos nossas metas, expectativas e, sobretudo, nossa saúde mental e bem-estar geral.

Historicamente, a sociedade ocidental tem valorizado o sucesso de maneira reducionista, focando em dois indicadores principais: título de cargo e remuneração.
Essa visão está enraizada em valores capitalistas e industriais, nos quais o prestígio profissional e o acúmulo de bens materiais são considerados símbolos de realização.
Esse modelo, no entanto, apresenta limitações significativas:
? Reduz a identidade ao trabalho ? Ignora outras dimensões importantes da vida.
? Cria pressão e ansiedade ? Estimula comparações tóxicas e insatisfação constante.
? Desconsidera a subjetividade do sucesso ? Pressupõe que todos devem almejar o mesmo padrão.
Estudos como os de Deci e Ryan (2000) sobre a Teoria da Autodeterminação mostram que metas extrínsecas (como status e riqueza) estão associadas a níveis mais baixos de bem-estar e satisfação de vida, em comparação com metas intrínsecas (como crescimento pessoal e conexões interpessoais).
Um Novo Paradigma: O Sucesso Integral
O gráfico inferior apresenta uma perspectiva mais rica e
saudável de sucesso, distribuída em oito dimensões:
1. Boas relações ? O apoio social é um dos maiores preditores de felicidade e longevidade (Harvard Study of Adult Development, 1938?presente).
2. Saúde e bem-estar ? A OMS define saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas ausência de doença.
3. Carreira ? Não se trata apenas de status, mas de propósito, impacto e alinhamento com valores pessoais.
4. Gostar do que faz ? Trabalhar com prazer está fortemente ligado ao conceito de flow (Csikszentmihalyi, 1990), estado de engajamento pleno.

5. Aprendizado contínuo ? A capacidade de se desenvolver ao longo da vida é essencial para adaptação e autorrealização.
6. Fazer a diferença ? Contribuir para algo maior que si mesmo aumenta o senso de propósito e pertencimento (Seligman, 2011 ? Teoria PERMA).
7. Tempo livre ? O equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é central para evitar o burnout (Maslach & Leiter, 2016).
8. Saúde financeira ? Diferente de riqueza absoluta, trata-se de ter segurança e autonomia nas decisões de vida.
Essa abordagem se alinha com o modelo de bem-estar proposto por Martin Seligman (PERMA), que identifica cinco pilares do florescimento humano: Emoção positiva, Engajamento, Relacionamentos, Significado e Realização.
Em ambientes organizacionais, adotar uma visão ampliada de sucesso tem implicações profundas:
? Promove culturas mais humanas e inclusivas.
? Reduz rotatividade e aumenta o engajamento.
? Atrai talentos alinhados com propósito e valores.
? Contribui para o ESG humano ? a governança e responsabilidade social nas relações de trabalho.
Reavaliar a forma como medimos o sucesso é um passo essencial para promover uma vida mais plena, equilibrada e significativa. Não se trata de negar a importância de salário ou posição, mas de reconhecer que eles são apenas uma parte de um mosaico maior. O sucesso verdadeiro é pessoal, multidimensional e profundamente conectado àquilo que nos faz sentir vivos e em paz.
O que te faz se sentir bem sucedido?
Boa reflexão!
Referências:
? Deci, E. L., & Ryan, R. M. (2000). The ?what? and ?why? of goal pursuits: Human needs and the self-determination of behavior. Psychological Inquiry.
? Csikszentmihalyi, M. (1990). Flow: The Psychology of Optimal Experience. Harper & Row.
? Seligman, M. E. P. (2011). Flourish: A Visionary New Understanding of Happiness and Well-being. Free Press.
? Maslach, C., & Leiter, M. P. (2016). Burnout: A multidimensional perspective. In Professional Burnout.
? Waldinger, R., & Schulz, M. (2015). The Harvard Study of Adult Development.